Mais de 27 milhões de peruanos vão às urnas no próximo domingo para escolher o novo Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, disputada por Keiko Fujimori, da direita, e Roberto Sánchez, candidato da esquerda.
O escrutínio decorre num contexto de forte instabilidade política no Peru.Na primeira volta, realizada em Abril, nenhum dos candidatos conseguiu alcançar mais de 50 por cento dos votos, requisito necessário para vencer à primeira.Roberto Sánchez terminou na liderança com forte apoio das regiões rurais e das camadas mais pobres da população, enquanto Keiko Fujimori garantiu a segunda posição após uma disputa apertada com outros candidatos conservadores e centristas.A campanha eleitoral ficou marcada pela polarização política, debates sobre corrupção, aumento do custo de vida e promessas de reformas económicas e sociais. Keiko Fujimori defende políticas de mercado e maior controlo da criminalidade, enquanto Roberto Sánchez promete reforçar os programas sociais e aumentar a presença do Estado nos sectores estratégicos.Segundo a agência Lusa, a votação de domingo é considerada uma das mais decisivas dos últimos anos no Peru, país que teve oito chefes de Estado em apenas uma década devido a crises políticas, destituições e renúncias presidenciais sucessivas.
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