O governo da Nigéria solicitou, recentemente, às autoridades de Moçambique a libertação de pelo menos 42 cidadãos nigerianos que foram detidos no país sem acusação formal.
A posição foi anunciada pela presidente da Nigerians in Diaspora Commission, Abike Dabiri-Erewa, que manifestou preocupação com a situação e pediu esclarecimentos sobre os motivos das detenções.Segundo um comunicado divulgado em Abuja, a responsável afirmou que, caso exista algum crime cometido pelos detidos, estes devem ser formalmente acusados e apresentados perante à justiça. Caso contrário, defende que devem ser libertados imediatamente.A nota, assinada pelo porta-voz da comissão, Abdur-Rahman Balogun, indica que os cidadãos detidos são residentes legais em Moçambique, o que levanta dúvidas sobre a legalidade do procedimento.Informações divulgadas apontam que o grupo foi detido durante uma operação policial realizada num mercado de venda de peças sobressalentes, onde os cidadãos nigerianos estariam a trabalhar como comerciantes.Para a dirigente de NIDCOM, o facto de apenas nigerianos terem sido detidos durante a acção levanta questionamentos sobre os critérios utilizados na operação.“Caso tenham cometido algum delito, devem ser julgados de acordo com a lei”, afirmou Dabiri-Erewa, reforçando a necessidade de transparência e respeito pelos direitos dos cidadãos nigerianos que vivem no exterior.
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