Zimbabwe News Update

🇿🇼 Published: 26 January 2026
📘 Source: O País

No Sudão, a guerra avança deixando marcas profundas e silenciosas. Desde Abril de 2023, mulheres e raparigas passaram a ser alvos directos de crimes sexuais usados como arma de guerra. O governo alerta para uma crise humanitária sem precedentes.

A denúncia vem da ministra dos Assuntos Sociais, Sulaima Ishaq al-Khalifa. A Ex-activista de direitos humanos e psicóloga, afirma que a violência sexual está a ser usada de forma sistemática, especialmente pelas Forças de Apoio Rápido, grupo paramilitar em confronto com o exército regular. “O que é ainda mais grave é que a violência sexual está a ser usada como arma de guerra.

É sistemática, com padrões recorrentes dependendo da região”, disse. Segundo Sulaima Ishaq al-Khalifa, os crimes seguem roteiros repetidos conforme a região. “O mesmo tipo de ataque se repete em Jazeera e Cartum.

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Em Darfur, o ataque é acompanhado por limpeza étnica. Não há limite de idade: uma mulher de 85 anos pode ser estuprada, assim como um bebê de um ano”. Além dos estupros, mulheres são submetidas à escravidão sexual, traficadas para países vizinhos e forçadas a casamentos impostos para encobrir os crimes.

Sulaima Ishaq afirma que, embora existam denúncias contra ambos lados do conflito, a violência praticada pelas Forças de Apoio Rápido ocorre de forma organizada.“Os agressores diziam às mulheres que elas eram seres inferiores, chegando ao ponto de chamá-las de escravas. Usar a violência sexual como arma de guerra equivale a prolongar o conflito indefinidamente”. Sulaima Ishaq afirma que, embora existam denúncias contra ambos lados do conflito, a violência praticada pelas Forças de Apoio Rápido ocorre de forma organizada. Em um contexto de colapso institucional e grave estigmatização social das vítimas, segundo a ministra, muitos crimes ficam impunes.

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Originally published by O País • January 26, 2026

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