O presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, poderá estender sua permanência no poder até 2030, caso o Parlamento aprove uma reforma já validada pelo gabinete.
A proposta adia as eleições presidenciais previstas para 2028 e altera o modelo de escolha do chefe de Estado.Na nova reforma, prevê-se que para além de se estender o mandato por dois anos, o presidente passará a ser eleito pelo Parlamento, onde o partido no poder controla dois terços dos assentos.Ao estender o mandato considera-se que o presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, estaria a usar uma estratégia para garantir um terceiro mandato aos 83 anos, que pelas regras actuais estaria impedido de concorrer novamente após dois mandatos.Mnangagwa assumiu o poder em 2017, na sequência da queda de Robert Mugabe.Os partidos politicos locais classificam a iniciativa como “ilegal”, argumentando que a reforma não prevê consulta pública e altera regras fundamentais em benefício do actual chefe de Estado.Ainda assim, o governo aposta na aprovação rápida, com o plano de reforma já em discussão na Assembleia da República, sustentada pela maioria parlamentar confortável do partido no poder Zanu-PF.A oposição ainda denuncia o que chama de “sequestro da democracia” e alerta para o agravamento da instabilidade num país já marcado por forte crise económica e inflação elevada.
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