O presidente da cidade espanhola e autónoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, lamentou hoje “a tragédia” das 88 mortes de migrantes cujos corpos deram entrada na morgue da cidade nos últimos dias, após naufragarem na costa.
Em declarações ao jornal espanhol “El País”, avançou que Marrocos também está a recuperar alguns corpos do mar e que “nem todos morreram no tumulto ocorrido no quebra-mar na passada quinta-feira”.”Alguns dos corpos estão num estado mais deteriorado porque as chegadas à costa de Ceuta já duram há mais de duas semanas e, durante esse período, alguns migrantes desapareceram durante a perigosa travessia noturna pelo mar, para a qual utilizam pouco mais do que uma boia. Muitos dos que chegaram em massa na quinta-feira nem sequer sabiam nadar”, lê-se no jornal El País.Segundo o último balanço oficial por parte do Governo de Espanha, este domingo, estavam confirmadas pelo menos 72 vítimas mortais dos quais na maioria dos corpos são de adolescentes e mulheres.Fontes da polícia espanhola citadas pela agência EFE estimam que cerca de 73 mil e 500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde nas últimas 24h.O Governo espanhol e o executivo de Ceuta estimam que entre 50 e 60 mil pessoas tenham alcançado ilegalmente o enclave durante a entrada em massa ocorrida entre quinta e sexta-feira.
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