A luta contra o HIV/SIDA continua a ser uma prioridade. Neste contexto, uma notícia vinda da Alemanha tem gerado grande atenção ao relatar que um homem foi declarado livre do vírus da imunodeficiência humana após receber um transplante de célula-Tronco. Este torna-se o sétimo caso confirmado de remissão prolongada da doença, representando um avanço de grande relevância para a medicina e para milhões de pessoas que convivem com o vírus.O que diferencia este caso dos anteriores é o facto de o paciente ter recebido células de um dador com apenas uma cópia da mutação genética CCR5-Δ32, que concede resistência parcial ao HIV.
Até agora, todas as remissões documentadas envolviam doadores com duas cópias da mutação, condição rara que impede completamente a entrada do vírus nas células do sistema imunitário.O paciente deixou de utilizar terapia antirretroviral há mais de sete anos e, desde então, não apresenta sinais de infecção activa. Os investigadores acreditam que a resposta imunitária do dador possa ter sido determinante na eliminação das células infectadas, contrariando a premissa de que apenas a resistência genética total seria capaz de levar à cura.Apesar do impacto positivo, especialistas lembram que o transplante de células-tronco é um procedimento arriscado, geralmente reservado para doentes com cancros hematológicos, o que limita a sua aplicação como tratamento para a população em geral.Mesmo assim, o caso é visto como uma prova científica importante e pode abrir portas para terapias mais seguras, como edição genética de células imunitárias ou vacinas direcionadas aos reservatórios virais. Embora ainda distante de uma solução universal, o avanço alimenta novas expectativas na busca por um futuro sem HIV/SIDA.
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