O presidente do Partido PODEMOS condena a abordagem do deputado Ivandro Massingue aquando da visita de fiscalização ao centro de saúde de Zimpeto. Albino Forquilha diz que a actividade é digna, mas deve ser feita no espírito republicano. Já o partido emitiu um comunicado que considera intimidatória e restritiva a acção do gestor do centro de saúde de Zimpeto.
O Partido Podemos realizou uma actividade de fiscalização parlamentar, na manhã de segunda-feira, no centro de saúde de Zimpeto, na cidade Maputo. Ivandro Massingue, deputado e porta-voz da bancada, envolveu-se em disputa verbal e quase física, com o Director daquela unidade sanitária, alegadamente por não ter havido comunicação prévia da sua presença na instituição. Facto negado pelo deputado.
O PODEMOS pretendia verificar denúncias de mau atendimento no centro de saúde em alusão, mas o acto resvalou para medição de forças e de poderes, que levantaram os seguintes questionamentos: Afinal quais são os direitos e deveres que assistem a um Deputado. O Regimento da Assembleia da República, instrumento que orienta a actividade dos deputados, no seu artigo 10, sobre Poderes do Deputado, diz: É baseado neste e noutros artigos que o Podemos dirigiu-se aquela instituição de saúde para fiscalizar. Ora, porque o representante do povo tem, também, deveres, o mesmo instrumento obriga que este:Artigo 11 (Deveres do Deputado) Ora, porque o representante do povo tem, também, deveres, o mesmo instrumento obriga que este: Ou seja, é legítima a presença de representantes do povo naquela instituição. Diante do cenário, o partido PODEMOS posicionou-se, primeiro através de uma nota partilhada pelo Presidente do Partido, Albino Forquilha, na qual ressalva a legitimidade da fiscalização parlamentar, porém condena o autoritarismo e confrontação que marcou a actividade.