O caso remonta a 2019, quando o empresário belga-israelita Ehud Arye Laniado, então com 65 anos, se submeteu a uma cirurgia de faloplastia (aumento peniano) na clínica, frança.
Durante a intervenção, o magnata sofreu uma paragem cardíaca fatal. Embora a investigação tenha concluído que a morte se deveu a complicações cardíacas pré-existentes do paciente, os magistrados responsabilizaram a equipa médica por uma série de irregularidades graves.Laniado era uma figura de proa no mercado global de pedras preciosas, fundador da gigante Omega Diamonds.O empresário era cliente habitual de Guy H., visitando a clínica até quatro vezes por ano para diversos procedimentos estéticos, cujos custos ascendiam a dezenas de milhares de dólares por sessão.Durante o julgamento, a defesa tentou desvalorizar a responsabilidade clínica.O advogado Martin Reynaud chegou a argumentar que o incidente cardíaco poderia ter ocorrido em qualquer local, comparando a situação a um enfarte numa pizzaria: “O pizzaiolo teria sido processado nesse caso”?O tribunal, contudo, rejeitou o argumento, focando-se na negligência e no incumprimento das normas médicas essenciais.
Read Full Article on Folha de Maputo