É UM título que uso parafraseando um influenciador digital da praça, inspirada no escândalo público ocorrido num dos pontos bastante movimentado da Matola, bem perto da Estrada Nacional número Quatro. Estava um casal à pancadaria em pleno Dia Mundial da Paz, como reza o calendário litúrgico católico. Em causa estava o fraco ou quase inexistente provimento que o homem teria dispensado à família, privilegiando o álcool e o convívio fora do ambiente familiar, onde se chorava por quase tudo.
Atrás dos dois actores via-se uma romaria que incluía conhecidos do casal, que em vão tentavam desencorajar a atitude, e também alguns mirones, que faziam fauna acompanhante para se divertir da vergonha alheia. Enquanto dava alguns tabefes no seu homem, a mulher pronunciava palavras agressivas e inadequadas aos ouvidos dos demais, mas o denominador comum eram as parcas economias da família, que não deram para garantir o mínimo para a família, mas foram suficientes para gastos supérfluos do esposo, que, segundo a esposa, teria custeado os copos de todos como se de um estável, financeiramente, se tratasse. - Mas há razões mesmo de uma mulher partir para um lugar público, repleto de homens para fazer um vexame daqueles?
- Mais do que nunca, alguns homens precisam de ter uma lição destas na vida. Não se podem fazer passar por poderosos. Temos de gastar em função do que temos e não fazer de contas que somos capazes diante dos outros tal como está a se revelar com o homem que está a ser espancado publicamente - dizia um mirone que na ocasião passava por perto e presenciava a cena.
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- Continuo a acreditar que esta mulher não devia ter feito o que fez, pois o período festivo é o único momento que alguém pode experimentar a rara sensação de alegria de viver, com os tantos problemas que preenchem o seu ano. Deviam deixá-lo pelo menos ter essa honra, pelo menos uma vez por ano. O terceiro interveniente entrava para o diálogo, mas concordando com o influenciador digital que aconselha para o uso racional das parcas economias, e não esbanjar em bebedeiras e idas às praias só porque os outros assim o fazem.
É que para o influenciador digital não há mar que irá secar, mas os bolsos dos necessitados sim, se houver excessos, sobretudo em situação de carência. Na verdade, o que parecia mais uma forma de diversão para entreter os internautas, foi uma verdadeira lição para quem quis aprender noções de gestão em momentos de crise e no lugar de se igualar ao homem espancado na via pública, por não ter evitado excessos e colocado a família em dificuldades a favor de futilidades. Na verdade, não há praia alguma que secou. Para quem não esteve na transição do ano, há tempo mais que suficiente para visitá-la de Janeiro a Dezembro de 2026, sempre que as condições climáticas e financeiras favorecerem.
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