As autoridades angolanas detiveram, esta terça-feira, um suposto líder religioso, acusado de abuso sexual e charlatanismo. O caso gerou indignação nacional após a divulgação de imagens de rituais numa praia, onde mulheres que buscavam ajuda espiritual para casar teriam sido vítimas de práticas abusivas.Segundo as investigações, o suspeito atraía fiéis para zonas balneares sob a promessa de uma “corrente de libertação”. No local, as vítimas eram induzidas a despirem-se e a posicionarem-se na areia para que o agressor procedesse a actos de cariz sexual, como lamber as nádegas das mulheres, alegando ser um procedimento necessário para a bênção divina.A operação policial culminou com a prisão do “pastor”, que agora enfrenta acusações graves perante a justiça: Actos libidinosos realizados através da manipulação psicológica e espiritual.
Exploração da vulnerabilidade alheia para obtenção de vantagens sob falsos pretextos religiosos. Exposição e humilhação de mulheres em espaços públicos.Líderes de diversas congregações e especialistas em direitos humanos condenaram veementemente o episódio, reforçando que tais práticas não possuem qualquer base doutrinária cristã. As autoridades apelam para que outras possíveis vítimas se dirijam às esquadras para prestar depoimento, garantindo que a fé não pode servir de escudo para a prática de crimes sexuais.O detido aguarda agora a primeira audição judicial para a aplicação das medidas de coação adequadas, enquanto as autoridades prosseguem com as diligências para identificar todos os cúmplices envolvidos na organização dos eventos.
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