A Comissão de Comunicações do Uganda (UCC) oficializou, esta terça-feira, através de uma diretiva enviada a todos os operadores de rede, o corte do acesso público à internet. A medida, que entrou em vigor às 18h00, inclui restrições de suspensão do acesso à rede mundial de computadores e serviços móveis. Proibição da venda e do registo de novos cartões.
Corte de dados para países da região (“One Network Area”).O governo justifica o “apagão” como uma medida de segurança nacional, alegando a necessidade de travar a desinformação e prevenir a incitação à violência durante o período eleitoral.Simultaneamente, o governo silenciou os principais observadores internos. Sem apresentar justificações detalhadas, o Executivo suspendeu as actividades de grupos fundamentais para a transparência do pleito, entre os quais a defesa de liberdades civis, monitorização de financiamento eleitoral, rede de direitos humanos para jornalistas.Analistas internacionais e activistas locais alertam que esta combinação de medidas cria um “vácuo de informação” perigoso. Sem internet para denunciar irregularidades e sem ONGs para monitorar as assembleias de voto, a integridade do processo eleitoral de quinta-feira fica seriamente comprometida, levantando dúvidas sobre a legitimidade dos resultados num país governado há décadas por Museveni.
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