Zimbabwe News Update

🇿🇼 Published: 08 January 2026
📘 Source: O País

Os preços de produtos frescos estão cada vez mais caros na província de Manica. A batata, o tomate e a cebola, por exemplo, tornaram-se inacessíveis para pessoas de baixa renda. Os vendedores justificam que os produtos são importados e por isso estão mais caros.

Já o gestor agrónomo, Manuel Queiroz, diz não fazer sentido uma província com terras aráveis continuar a exportar produtos frescos. O “O País” escalou vários mercados da cidade de Chimoio e constatou que os preços de produtos frescos estão apenas ao nível dos bolsos de pessoas de classe média e alta. A batata-reno saiu dos 350 meticais o saco de 10 quilos para 600.

Os vendedores dizem que a batata é importada da África do Sul e a adquirem em Maputo. “Se a batata está 420, em Maputo, temos que contar com os 85 de transporte, praticamente chega aqui já a 505. Depois temos de pagar os homens que fazem o descarregamento.

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Por isso, temos de vender a 600 meticais”, justificou um vendedor. O tomate, a cebola, a cenoura e o feijão verde estão também entre os produtos que tornaram-se para gente endinheirada. Os preços praticados estão a sufocar os bolsos dos consumidores.

“Tomate está a 2 mil cada caixa. Então, quando compramos para vender não sai e lá onde compramos está muito caro”, reclamam os vendedores. Izilda do Rosário foi ao mercado Catanga para comprar batata-reno, mas surpreendeu-se com o preço.

E teve que concentrar as suas atenções apenas nos temperos, porque o dinheiro não bastava para a compra de batata. Manica é uma província com condições agro-ecológicas para a produção de hortícolas e leguminosas. O que estará a falhar para continuar a depender dos países vizinhos para ter produtos agrícolas básicos. Manuel Queiroz é especialista em Agronomia, com mais de 20 anos de experiência e avança algumas propostas como planificação e organização da produção e a competitividade do mercado.

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Originally published by O País • January 08, 2026

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