O Governo apresentou, nesta segunda-feira, duas das seis aeronaves que previa adquirir até ao final do ano, no âmbito do plano de reestruturação e reforço da frota da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). Trata-se de dois aviões do tipo Embraer 190, que chegaram ao país no sábado à noite e representam um investimento de cerca de 25 milhões de dólares norte-americanos. As aeronaves, com matrículas C9-AMB e C9-AMA, têm capacidade para transportar cerca de 100 passageiros e encontram-se tecnicamente prontas para operar.
No entanto, só entrarão em funcionamento após a conclusão do processo de pintura, que não foi feito antes da entrega devido a contratempos logísticos. Falando à imprensa, o PCA dos CFM, em representação das três empresas acionista da LAM, Agostinho Langa, afirmou que a chegada das aeronaves constitui o cumprimento de uma etapa do plano definido pelo Executivo. “É o cumprimento do plano e continuamos a seguir o nosso plano.
Este é um pequeno passo para o país”, disse, garantindo que o Governo tudo fará para acelerar o processo de pintura e colocar os aviões a voar o mais rapidamente possível. Estavam inicialmente previstos cinco aviões nesta fase, para completar o lote de seis, após a aquisição da primeira avioneta em Agosto passado, mas apenas dois chegaram ao país, estando prevista a chegada de mais aparelhos posteriormente, incluindo o reforço com uma nova base aérea. Paralelamente e segundo fez saber Agostinho Langa, cerca de 20 pilotos estavam a ser treinados para assegurar o comando das novas aeronaves.
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Na sua breve intervenção, o Ministro dos transportes e logística, João Matlombe reconheceu que a fase seguinte da reestruturação da companhia será do a mais difícil, sublinhando que o objectivo central é estabilizar a LAM e torná-la financeiramente sustentável. “A empresa tem estado a superar as despesas com as vendas, mas ainda enfrentamos desafios. A nossa meta é estabilizar a LAM e oferecer serviços mais baratos aos cidadãos”, afirmou. O ministro explicou ainda que, apesar da chegada das aeronaves, defende a necessidade de o país abrir espaço para a entrada de mais companhias aéreas, de modo a garantir maior fluxo e competitividade no sector.
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